
Sabemos que não é fácil aceitar e educar um filho que apresenta Necessidades Educacionais Especiais (NEE) e o intuito desse texto é apresentar algumas sugestões para facilitar a educação de seus filhos.
A família é a base da sociedade e, apesar da existência de debate em torno do seu papel atual e da sua composição, ela permanece como elemento-chave e o principal alicerce do desenvolvimento humano.
E quando referimo-nos a educação de filhos com NEE, a afetividade é um fator fundamental para o relacionamento familiar, pois possibilitará a criação de um vínculo suficientemente sadio que proporcionará ao seu filho um conveniente suporte afetivo e as oportunidades de aprendizagem adequadas.
Também é importante lembrar que desde o nascimento, é preciso despertar na criança com NEE o desejo de conhecer e aprender. Os pais devem estimular e conversar com o bebê, bem como lembrar que as intervenções não devem ocorrer apenas na área psicomotora, mas também, na área social buscando, desde cedo, uma maior integração da criança na sociedade onde ela irá viver.
Outro aspecto de grande valia no relacionamento familiar é a maneira de tratar o filho com NEE. Ele deve ser tratado do mesmo modo que trataria qualquer outro filho. A criação, desde cedo, de um ambiente familiar de aceitação, respeito e apoio acabam por produzir uma melhora na auto-estima da criança que passa a sentir-se amada o que, conseqüentemente, vai possibilitar o início da vivência de um processo inclusivo.
É bom evitar a superproteção e o excessivo cuidado na busca de amparar e defender a criança com NEE, pois acaba por estabelecer laços de dependência que retardam de forma considerável seu processo de maturação e de socialização. É importante conhecer as limitações que essa criança possui, porém ela não deve receber mais apoios do que os necessários para ultrapassar a sua dificuldade. Então, proporcione situações para desenvolver a independência de seu filho!
Lembre-se: “Uma criança com necessidades educativas especiais, antes de ser alguém impedido por uma deficiência, é alguém capaz de aprender”. (Marchesi & Martín – 1995).
Bibliografias indicadas:
- MANTOAN, M. T. E. Inclusão Escolar: O que é? Por quê? Como fazer? São Paulo: Moderna, 2003.
- STAINBACK, S e SATAINBACK. Inclusão: guia para pais e educadores. Artes Médicas, 2001
Ivaneide Souza Andrade, Professora, Pós-Graduada em Educação Especial. Pedagoga, Licenciatura Plena, com Habilitação em Administração Escolar e Desenvolvimento de Recursos Humanos. Complementação Pedagógica: Pedagogia, com Habilitação em Séries Iniciais do Ensino Fundamental e Curso: Habilitação para o Magistério.
Com 12 de experiência na área da Educação, atuou como professora de Educação Infantil e Ensino Fundamental I (com classe regular e com alunos com necessidades educacionais especiais); Ensino Fundamental II e Ensino Médio com Orientação Educacional (orientação vocacional e orientação de projetos). Ministra palestras referente a Inclusão de pessoas com necessidades Educacionais Especiais no Ensino regular.
Projetos desenvolvidos: Abraçando a diversidade (Alunos de 3ª série); Reciclagem e Comércio (Alunos com Necessidades Educacionais Especiais do 4º Ano); Projeto Profissões (Alunos do Ensino Médio); Ética e valores (Alunos da 4ª Série) dentre outros. Participação ativa em Congressos, Fóruns, Cursos e Palestras sobre inclusão.
“Sei que o meu trabalho é uma gota no oceano, mas sem ele o oceano seria menor”.
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