O surgimento da doença

A doença foi relatada entre 1779 e1780, tendo ocorrido epidemias na Ásia e na América do Norte e também na África, indicando que há mais de 200 anos, tanto o vetor como as populações de vírus apresentavam ampla distribuição nos trópicos. No século XX, a epidemia global teve início no Sudeste Asiático, após a Segunda Guerra Mundial, tendo sido agravada nos últimos quinze anos. Nas Américas, a partir da década de 1960, passam a ocorrer epidemias de dengue.
A Dengue e a saúde pública
A dengue é um dos principais problemas de saúde pública no mundo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que entre 50 milhões e 100 milhões de pessoas se infectem anualmente, em mais de 100 países, de todos os continentes, exceto a Europa. Cerca de 550 mil doentes necessitam de hospitalização e 20 mil morrem em conseqüência da dengue.
Em nosso País, as condições socioambientais favoráveis à expansão do Aedes aegypti possibilitaram o avanço da doença desde sua reintrodução, em 1976. Essa reintrodução não conseguiu ser controlada com os métodos tradicionais. Por isso, o controle proposto pelo Programa Nacional de Controle da Dengue trouxe mudanças efetivas em relação aos modelos anteriores e, hoje, o controle da transmissão do vírus da dengue se dá essencialmente no âmbito coletivo e exige um esforço de toda a sociedade.
No período de janeiro a março de 2008, 120.413 casos de dengue clássica, 647 casos de Febre Hemorrágica da Dengue (FHD) e a ocorrência de 48 óbitos.
O Combate da doença é de responsabilidade de todos, a ação conjunta do governo, meios de comunicação, sociedade pode erradicar este mal que pode afetar nossas famílias.
Fontes:
www.saude.gov.br /
www1.folha.uol.com.br


Doença febril aguda, causada por um vírus. De evolução benigna na forma clássica e grave quando se apresenta na forma hemorrágica.
A dengue é hoje um dos maiores problemas de saúde pública do país.
A dengue é transmitida no Brasil pelo mosquito "Aedes aegypti". A fêmea do mosquito se contamina quando pica uma pessoa doente. A partir de então passa o vírus para pessoas sadias que picar. A fêmea se alimenta de sangue para ajudar no desenvolvimento de seus ovos. Os ovos são depositados em recipientes com água limpa e parada. O "Aedes aegypti" costuma picar durante o dia. Não há transmissão pelo contato com doentes.
Os sintomas da dengue aparecem de 3 a 15 dias depois que a pessoa é picada. Na dengue clássica, a pessoa contaminada tem febre alta seguida de dor de cabeça, dor muscular; náusea, vômito, dor abdominal e manchas na pele. Pode haver sangramento gengival, gastrointestinal e nasal. Na dengue hemorrágica, o doente sente os mesmos sintomas, mas eles são bem mais intensos. Com o desaparecimento da febre, o estado do paciente piora repentinamente, podendo levá-lo à morte.
Não há tratamento específico para a dengue. Os pacientes tomam medicação para aliviar os sintomas, como analgésicos e antitérmicos (paracetamol e dipirona). Deve-se evitar o ácido acetilsalicílico, que pode causar manifestações hemorrágicas e acidose. No caso da dengue hemorrágica, o paciente deve ser internado.
Não deixar jogados objetos que acumulem água, como pneus, garrafas, pratos de vasos, caixas d'água destampadas e bacias, que podem ajudar na proliferação do mosquito "Aedes aegypti".
A chuva e a alta temperatura do verão contribuem para as epidemias de dengue, Com a chuva, o número de criadouros dos mosquitos aumenta, isso porque latas, garrafas, pneus e vasos se enchem de água. A alta temperatura ajuda na proliferação do mosquito "Aedes aegypti".
Existem dois tipos de dengue: a dássica e a hemorrágica. Geralmente a dengue hemorrágica é contraída quando a pessoa já teve dengue clássica antes ou quando a pessoa tem o sistema imunológico debilitado. Depois de contrair o vírus da dengue uma vez, o sistema imunológico da pessoa fica confuso por cerca de três anos. Se a pessoa for picada novamente neste período, ela pode contrair a dengue hemorrágica.
A dengue hemorrágica não é fatal se o doente tiver o tratamento adequado a tempo. "Depende do sistema de saúde que atende a pessoa. Em Cuba, quando houve uma grande epidemia, 0,5% das pessoas morreu enquanto que, nas Filipinas, mais de 10% dos contaminados morreu", conta o infectologista Marcos Boulos, coordenador do ambulatório de viajantes do Hospital das Clínicas.
Alessandra Senna Mayrbaur, é professora de Ciências e Biologia no Colégio Sedes Sapientia.
Licenciatura plena em Ciências Biológicas.
Participação de congressos e cursos: "Análise de dados ecológicos", "Biologia de aranhas e escorpiões".
Realizou trabalho voluntário em institução que trabalha com crianças de rua.
Mais dicas acesse:
www.colegiosapientia.com.br